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Ano de Teste do IVA Dual: O que acontece se sua empresa preencher os novos campos da nota incorretamente?

Foto do escritor: Macedo & Ferreira
Macedo & Ferreira
18 de jun.
3 min de leitura

A Reforma Tributária entrou em uma fase prática em 2026 e trouxe mudanças que já começaram a impactar a rotina das empresas brasileiras. Entre os pontos que mais exigem atenção está a emissão de notas fiscais com os novos campos relacionados ao IVA Dual.


Embora este ainda seja considerado um período de adaptação operacional, muitas empresas estão cometendo o erro de tratar essa etapa como opcional ou sem consequências.


Na prática, preencher incorretamente os novos campos pode gerar problemas operacionais, fiscais e financeiros que vão muito além da simples correção da nota.



O que está sendo testado em 2026


O modelo do IVA Dual criou dois novos tributos sobre o consumo:


• CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços

• IBS, Imposto sobre Bens e Serviços


Durante esta fase inicial, as empresas começaram a adaptar sistemas fiscais, ERPs e processos internos para comportar as novas exigências.


Mesmo sem mudança imediata na carga tributária definitiva, o destaque e preenchimento correto das informações passaram a ter papel estratégico.


O erro mais comum das empresas


Muitas empresas acreditam que basta atualizar o sistema emissor.


Na realidade, o maior risco está na parametrização incorreta das operações.


Problemas em cadastro, classificação tributária e preenchimento fiscal podem gerar inconsistências que afetam toda a operação.


Entre os erros mais comuns estão:


• classificação incorreta de produtos ou serviços

• preenchimento incompleto dos novos campos

• cadastro tributário desatualizado

• parametrização errada no ERP

• falta de validação antes da emissão


Pequenas falhas podem gerar efeitos maiores do que o esperado.


Rejeição de notas e travamento do faturamento


Uma consequência prática dos erros é a rejeição das notas fiscais.


Quando isso acontece, a empresa pode enfrentar:


• atraso no faturamento

• bloqueio na expedição

• atraso na entrega ao cliente

• retrabalho operaciona

• aumento de custos internos


Empresas com alto volume de emissão tendem a sentir esse impacto com ainda mais intensidade.


Risco de perda de créditos tributários


Outro ponto importante está relacionado ao aproveitamento de créditos.


Com o avanço do novo modelo tributário, informações fiscais inconsistentes podem dificultar ou impedir aproveitamento adequado dos créditos permitidos.


Isso significa aumento indireto da carga tributária e redução da eficiência financeira.


O impacto vai além do setor fiscal


As mudanças não afetam apenas a contabilidade.


Erros na emissão podem gerar reflexos em:


• fluxo de caixa

• financeiro• vendas

• logística

• atendimento ao cliente

• gestão operacional


Por isso, a adequação precisa envolver toda a empresa.


Tecnologia deixou de ser diferencial


Em 2026, sistemas desatualizados passaram a representar risco operacional.


Empresas precisam revisar:


• ERP

• emissor fiscal

• regras tributárias

• integração entre setores

• automações de validação


A tecnologia deixou de ser suporte e passou a fazer parte da estratégia tributária.


Como reduzir riscos agora


Algumas medidas ajudam a evitar problemas:


• revisar parametrização fiscal

• atualizar sistemas• validar cadastros tributários

• revisar classificação de operações

• treinar equipes responsáveis pela emissão

• realizar auditorias preventivas


Empresas que começam cedo terão adaptação mais tranquila.


Conclusão


O ano de teste do IVA Dual não deve ser tratado apenas como uma etapa burocrática.


As mudanças atuais estão preparando empresas para o novo ambiente tributário e erros na emissão das notas podem gerar impactos reais no faturamento, fluxo de caixa e competitividade.


Quem aproveitar este período para ajustar processos e tecnologia terá mais segurança e menos custos nos próximos anos.

 
 
 

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