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IBS na Reforma Tributária. O que muda para as empresas e por que este imposto é considerado a espinha dorsal do novo sistema

  • Foto do escritor: Macedo & Ferreira
    Macedo & Ferreira
  • 21 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

O Imposto sobre Bens e Serviços, chamado de IBS, é o novo tributo que substituirá ICMS e ISS. Ele é considerado o pilar central da reforma tributária por trazer uma estrutura única para a cobrança sobre o consumo em todo o país. A seguir, veja de forma organizada o que realmente importa para quem administra uma empresa.



Conceito do IBS

O IBS será um imposto único, cobrado sobre o valor adicionado em cada etapa da cadeia. Isso significa que cada empresa paga apenas sobre aquilo que acrescentou ao produto ou serviço, evitando cumulatividade e melhorando a transparência.

Cobrança no destino

O IBS será cobrado no local onde o bem ou serviço é consumido. Isso encerra a disputa entre estados pela atração de empresas e reduz distorções na formação de preços, especialmente para setores com operação interestadual.


Crédito amplo

Um dos pontos mais discutidos é o crédito financeiro, que permitirá aproveitar créditos de praticamente todos os insumos, inclusive despesas que antes não eram aceitas. Isso favorece especialmente empresas do Lucro Real e setores de margens apertadas.


Transição gradual

A transição para o IBS será feita em etapas. Empresas terão tempo para adaptação dos sistemas, revisão de precificação e análise dos impactos no fluxo de caixa. Isso exige planejamento contábil e fiscal cuidadoso.


Impacto no preço final

A nova lógica reduz a cascata tributária e tende a gerar maior previsibilidade no custo final dos produtos. No entanto, o resultado real dependerá da alíquota final de referência, que será definida posteriormente, somada ao desempenho operacional de cada empresa.


Pontos de atenção para empresas

• revisão do modelo de formação de preços

• atualização de software e ERP

• reorganização das rotinas fiscais

• avaliação dos créditos recuperáveis

• simulações de impacto no fluxo de caixa


Por que o IBS importa tanto

O IBS é considerado a parte mais sensível da reforma. Ele define novas regras de consumo, cria padronização nacional e reduz litígios. Para grandes empresas dos setores de autopeças, supermercados, material de construção, agricultura e holdings, entender o IBS é imprescindível para não perder competitividade.

 
 
 

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