Mudança na Nota Fiscal: Como destacar a CBS (0,90%) e o IBS (0,10%) sem errar em 2026
- Macedo & Ferreira

- há 2 dias
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A Reforma Tributária começou a impactar diretamente a rotina das empresas brasileiras. Em 2026, um dos temas mais discutidos na área contábil e fiscal é a adaptação das notas fiscais ao novo modelo de tributação com destaque da CBS e do IBS.
Mesmo sendo uma fase inicial de transição, empresas já precisam adequar sistemas, cadastros e processos para evitar erros operacionais e problemas fiscais futuros.
O assunto ganhou ainda mais relevância porque o destaque correto dos tributos passa a ser fundamental para validação fiscal, rastreabilidade das operações e aproveitamento de créditos tributários.

O que são CBS e IBS
A CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, substituirá tributos federais como PIS e Cofins.
Já o IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, substituirá o ICMS e o ISS, unificando a tributação estadual e municipal no novo sistema do IVA Dual brasileiro. O objetivo da Reforma Tributária é reduzir a cumulatividade e tornar a cobrança de impostos mais transparente ao longo da cadeia econômica.
As alíquotas de teste já estão sendo utilizadas
Durante 2026, o sistema funciona em modelo de transição e adaptação operacional.
As notas fiscais passaram a destacar:
• CBS de 0,90% • IBS de 0,10%
Totalizando 1% nas operações de teste previstas para o período inicial da reforma.
Mesmo com caráter experimental, o preenchimento correto já é obrigatório para empresas enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido.
O que muda na nota fiscal na prática
As notas fiscais eletrônicas passaram a exigir novos campos e códigos fiscais relacionados ao IBS e à CBS.
Além das alíquotas, empresas precisam ter atenção a informações como:
• CST, Código de Situação Tributária
• cClassTrib, Código de Classificação Tributária
• NBS, Nomenclatura Brasileira de Serviços
• Indicadores de operação e tributação
Esses dados permitem ao Fisco identificar corretamente o tratamento tributário de cada operação.
O maior risco está na parametrização errada
Muitas empresas acreditam que basta atualizar o sistema emissor de notas. Porém, o principal problema está na parametrização incorreta das operações.
Erros de classificação podem causar:
• Rejeição de notas fiscais• Destaque incorreto dos tributos
• Problemas no aproveitamento de créditos
• Inconsistências fiscais
• Risco de autuações futuras
Especialistas já alertam que o preenchimento incorreto dos novos campos pode comprometer faturamento e operações internas.
Tecnologia passa a ser essencial
A adaptação da Reforma Tributária exige integração entre fiscal, financeiro, ERP e contabilidade.
Empresas com sistemas desatualizados ou sem integração adequada podem enfrentar:
• Travamento na emissão de notas
• Retrabalho operacional
• Lentidão no faturamento
• Falhas no cálculo tributário
Por isso, a atualização tecnológica deixou de ser opcional.
O impacto vai além da contabilidade
O novo modelo tributário muda a lógica operacional das empresas.
A emissão correta da nota fiscal passa a influenciar:
• Fluxo de caixa • Aproveitamento de créditos tributários • Precificação • Relacionamento com clientes • Controle financeiro
A Reforma Tributária deixou de ser apenas um tema fiscal e passou a afetar diretamente a gestão empresarial.
Empresas do Simples Nacional também precisam atenção
Embora o Simples Nacional tenha tratamento diferenciado durante a fase inicial, empresas do regime também precisarão se adaptar gradualmente aos novos layouts e campos fiscais.
Além disso, muitos clientes poderão avaliar a capacidade de aproveitamento de créditos na relação comercial, tornando a adaptação estratégica para manter competitividade.
Como evitar erros na emissão
Algumas medidas são fundamentais neste momento:
• Atualizar ERP e emissor fiscal
• Revisar classificação fiscal de produtos e serviços
• Validar parametrizações tributárias
• Treinar equipe financeira e fiscal
• Integrar contabilidade e operação
• Realizar acompanhamento tributário constante
Empresas que se antecipam conseguem reduzir riscos e adaptar processos com mais segurança.
Conclusão
A adaptação da nota fiscal ao novo modelo da CBS e do IBS já é uma realidade em 2026. Mesmo durante a fase de testes, o preenchimento correto das informações fiscais se tornou essencial para evitar problemas operacionais e riscos futuros.
Mais do que cumprir obrigações fiscais, empresas precisam entender que a Reforma Tributária muda processos, tecnologia e gestão financeira.
Quem se preparar agora terá mais segurança, organização e competitividade nos próximos anos.




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