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Mudança na Nota Fiscal: Como destacar a CBS (0,90%) e o IBS (0,10%) sem errar em 2026

  • Foto do escritor: Macedo & Ferreira
    Macedo & Ferreira
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

A Reforma Tributária começou a impactar diretamente a rotina das empresas brasileiras. Em 2026, um dos temas mais discutidos na área contábil e fiscal é a adaptação das notas fiscais ao novo modelo de tributação com destaque da CBS e do IBS. Mesmo sendo uma fase inicial de transição, empresas já precisam adequar sistemas, cadastros e processos para evitar erros operacionais e problemas fiscais futuros.

O assunto ganhou ainda mais relevância porque o destaque correto dos tributos passa a ser fundamental para validação fiscal, rastreabilidade das operações e aproveitamento de créditos tributários.


O que são CBS e IBS

A CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, substituirá tributos federais como PIS e Cofins.

Já o IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, substituirá o ICMS e o ISS, unificando a tributação estadual e municipal no novo sistema do IVA Dual brasileiro. O objetivo da Reforma Tributária é reduzir a cumulatividade e tornar a cobrança de impostos mais transparente ao longo da cadeia econômica.


As alíquotas de teste já estão sendo utilizadas

Durante 2026, o sistema funciona em modelo de transição e adaptação operacional.

As notas fiscais passaram a destacar:

• CBS de 0,90% • IBS de 0,10%


Totalizando 1% nas operações de teste previstas para o período inicial da reforma. Mesmo com caráter experimental, o preenchimento correto já é obrigatório para empresas enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido.

O que muda na nota fiscal na prática

As notas fiscais eletrônicas passaram a exigir novos campos e códigos fiscais relacionados ao IBS e à CBS.


Além das alíquotas, empresas precisam ter atenção a informações como:


• CST, Código de Situação Tributária • cClassTrib, Código de Classificação Tributária • NBS, Nomenclatura Brasileira de Serviços • Indicadores de operação e tributação

Esses dados permitem ao Fisco identificar corretamente o tratamento tributário de cada operação.

O maior risco está na parametrização errada

Muitas empresas acreditam que basta atualizar o sistema emissor de notas. Porém, o principal problema está na parametrização incorreta das operações.

Erros de classificação podem causar:

• Rejeição de notas fiscais• Destaque incorreto dos tributos • Problemas no aproveitamento de créditos • Inconsistências fiscais • Risco de autuações futuras

Especialistas já alertam que o preenchimento incorreto dos novos campos pode comprometer faturamento e operações internas.

Tecnologia passa a ser essencial

A adaptação da Reforma Tributária exige integração entre fiscal, financeiro, ERP e contabilidade.

Empresas com sistemas desatualizados ou sem integração adequada podem enfrentar:

• Travamento na emissão de notas • Retrabalho operacional • Lentidão no faturamento • Falhas no cálculo tributário

Por isso, a atualização tecnológica deixou de ser opcional.

O impacto vai além da contabilidade

O novo modelo tributário muda a lógica operacional das empresas.

A emissão correta da nota fiscal passa a influenciar:

• Fluxo de caixa • Aproveitamento de créditos tributários • Precificação • Relacionamento com clientes • Controle financeiro


A Reforma Tributária deixou de ser apenas um tema fiscal e passou a afetar diretamente a gestão empresarial.


Empresas do Simples Nacional também precisam atenção

Embora o Simples Nacional tenha tratamento diferenciado durante a fase inicial, empresas do regime também precisarão se adaptar gradualmente aos novos layouts e campos fiscais.


Além disso, muitos clientes poderão avaliar a capacidade de aproveitamento de créditos na relação comercial, tornando a adaptação estratégica para manter competitividade.


Como evitar erros na emissão

Algumas medidas são fundamentais neste momento:


• Atualizar ERP e emissor fiscal

• Revisar classificação fiscal de produtos e serviços

• Validar parametrizações tributárias

• Treinar equipe financeira e fiscal

• Integrar contabilidade e operação

• Realizar acompanhamento tributário constante


Empresas que se antecipam conseguem reduzir riscos e adaptar processos com mais segurança.


Conclusão

A adaptação da nota fiscal ao novo modelo da CBS e do IBS já é uma realidade em 2026. Mesmo durante a fase de testes, o preenchimento correto das informações fiscais se tornou essencial para evitar problemas operacionais e riscos futuros.


Mais do que cumprir obrigações fiscais, empresas precisam entender que a Reforma Tributária muda processos, tecnologia e gestão financeira.


Quem se preparar agora terá mais segurança, organização e competitividade nos próximos anos.


 
 
 

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