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A Nova Forma de Precificação com a Reforma Tributária: O que Muda para as Empresas

  • Foto do escritor: Macedo & Ferreira
    Macedo & Ferreira
  • 23 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

A Reforma Tributária está transformando não apenas o sistema de arrecadação no Brasil, mas também a forma como as empresas calculam seus preços. A criação do IBS e da CBS, somada à simplificação de tributos e ao fim da cumulatividade, exige um novo olhar sobre precificação, margens e formação de valor. Para empresas de médio e grande porte, especialmente as optantes pelo Lucro Real, compreender essas mudanças é essencial para garantir competitividade e rentabilidade.



O impacto do novo modelo de tributação

Com a unificação dos impostos sobre consumo, o cálculo da carga tributária deixará de se basear em diversos tributos com regimes e exceções diferentes. Agora, o IBS e a CBS incidirão sobre o valor agregado, com compensação dos créditos ao longo da cadeia produtiva.

Isso significa que o preço final de um produto ou serviço passará a refletir mais claramente o imposto efetivo pago, reduzindo distorções e melhorando a transparência.


O fim da cumulatividade e o efeito na formação de preços

Hoje, muitos setores sofrem com o chamado “efeito cascata”, quando um tributo incide sobre o outro em etapas sucessivas.

Com o novo modelo, a cobrança será apenas sobre o valor agregado, eliminando esse efeito e permitindo que as empresas formem preços mais equilibrados.

O resultado esperado é uma precificação mais justa e previsível, com menor distorção entre setores produtivos e de serviços.


Ajustes necessários na gestão e no planejamento financeiro

As empresas precisarão revisar seus modelos de precificação, incorporando o novo formato de cálculo tributário nos sistemas de gestão e nas projeções de custos.

Será necessário analisar com precisão o impacto dos créditos tributários recuperáveis, o novo ponto de incidência do imposto e as alterações nas margens operacionais.

Empresas com grandes cadeias de suprimentos, como as de construção, agroindústria e manufatura, terão de simular cenários para evitar perdas de rentabilidade no período de transição.


Precificação estratégica no Lucro Real

Para as empresas do Lucro Real, o controle tributário será ainda mais estratégico.

A nova estrutura permitirá maior previsibilidade, mas exigirá disciplina no registro contábil e no aproveitamento dos créditos da CBS e do IBS.

Um erro na precificação pode significar prejuízo direto ou perda de competitividade no mercado.

Por isso, será indispensável contar com um acompanhamento contábil especializado para adaptar políticas de preço, margens e repasse de custos.


Conclusão

A nova forma de precificação trazida pela Reforma Tributária representa uma oportunidade de modernização e eficiência. Com o fim da cumulatividade, maior transparência e simplificação de tributos, as empresas poderão adotar estratégias de preço mais racionais e competitivas. No entanto, o sucesso dessa transição dependerá de planejamento financeiro, adequação de sistemas e apoio de profissionais qualificados.

Quem se antecipar e ajustar sua precificação desde já sairá na frente em um mercado que será cada vez mais transparente e exigente.

 
 
 

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