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Lucro Presumido na prática, quando usar e como calcular sem erro

  • Foto do escritor: Macedo & Ferreira
    Macedo & Ferreira
  • 25 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O Lucro Presumido simplifica a apuração dos tributos federais porque a base do IRPJ e da CSLL é estimada por percentuais fixos sobre a receita. Essa previsibilidade ajuda a organizar o caixa e reduzir a burocracia. A escolha, porém, só é vantajosa quando a margem real do negócio supera a margem presumida.



Como funciona

A Receita bruta é multiplicada por um percentual de presunção que gera a base do IRPJ e da CSLL. No comércio a presunção é de 8% para IRPJ e 12% para CSLL. Na indústria 8% para IRPJ e 12% para CSLL. Nos serviços em geral 32% para IRPJ e 32% para CSLL.

Depois da base calculada aplicam-se as alíquotas: IRPJ de 15%, com adicional de 10% sobre o que ultrapassar 20 mil reais por mês (ou 60 mil por trimestre). CSLL de 9%.PIS e COFINS no regime cumulativo, com alíquotas de 0,65% e 3%, sempre sobre a receita bruta, sem créditos.


Regras rápidas para decidir

Se a sua margem líquida média é maior que os percentuais de presunção, a tendência é pagar menos no Presumido. Se sua operação tem muitos insumos e despesas que gerariam crédito no regime não cumulativo, o Real pode ser mais vantajoso. Se a lucratividade oscila muito, simule trimestre a trimestre antes de optar.


Exemplos de cálculo

Serviços: trimestre com 200.000 reais de receita Base de cálculo: 200.000 × 32% = 64.000.IRPJ: 15% de 64.000 = 9.600.Adicional: excedente de 4.000 × 10% = 400.CSLL: 9% de 64.000 = 5.760.PIS: 0,65% de 200.000 = 1.300.COFINS: 3% de 200.000 = 6.000.Total aproximado: 23.060 reais no trimestre.

Comércio: trimestre com 300.000 reais de receita Base IRPJ: 300.000 × 8% = 24.000.Base CSLL: 300.000 × 12% = 36.000.IRPJ: 15% de 24.000 = 3.600 (sem adicional).CSLL: 9% de 36.000 = 3.240.PIS: 0,65% de 300.000 = 1.950.COFINS: 3% de 300.000 = 9.000.Total aproximado: 17.790 reais no trimestre.


Quando costuma valer a pena

  • Margem de lucro estável e acima de 8% no comércio ou 32% nos serviços

  • Estrutura enxuta e poucas despesas dedutíveis

  • Faturamento anual de até 78 milhões de reais e atividades não obrigadas ao Lucro Real


Cuidados importantes

Mesmo com prejuízo contábil, os tributos incidem sobre a presunção. Não há compensação de prejuízos fiscais. PIS e COFINS não geram créditos, o que pode pesar em alguns setores. É fundamental classificar corretamente as atividades para aplicar o percentual adequado.

Rotina para manter em ordem

Separar receitas por atividade e emitir notas corretamente. Conferir mensalmente a base presumida e os tributos pagos. Manter calendário de apuração e pagamento dentro do prazo legal. Acompanhar trimestre a trimestre os percentuais de carga efetiva sobre a receita.


Conclusão

O Lucro Presumido é um atalho válido para quem busca simplicidade e previsibilidade. Quando a margem real supera a presunção e a operação é enxuta, o regime costuma entregar economia e menos burocracia. A escolha deve ser feita com base em simulações comparativas entre Presumido e Real, sempre com apoio contábil para garantir segurança.

 
 
 

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