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Imposto Seletivo (IS): A Arma Fiscal para Reduzir Consumo de Produtos Prejudiciais

  • Foto do escritor: Macedo & Ferreira
    Macedo & Ferreira
  • 4 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de set. de 2025


A reforma tributária brasileira avança com mudanças profundas e um destaque que tem causado repercussão nos setores contábil e empresarial é o Imposto Seletivo (IS). Previsto para entrar em vigor a partir de 2027, esse tributo vem com forte caráter extrafiscal: além de arrecadar, busca desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.


O que é o Imposto Seletivo?

Conhecido popularmente como “Imposto do Pecado”, o IS incidirá de forma adicional sobre produtos com externalidades negativas — por exemplo: cigarros, bebidas alcoólicas, combustíveis fósseis e outros itens considerados nocivos.

Ao contrário da CBS e do IBS, cujo foco é a arrecadação e simplificação tributária, o Imposto Seletivo tem objetivo regulatório, influenciando o comportamento de consumo da população.


Alíquotas previstas e cronograma gradual

  • A alíquota padrão estimada fica entre 25% e 26,5%, com previsão de redução para cerca de 22% até 2035.

  • Projetos legislativos sugerem tributação escalonada, especialmente sobre bebidas alcoólicas — para evitar choque tributário imediato — com aplicação gradativa entre 2029 e 2033.

  • A entrada em vigor do Imposto Seletivo está prevista para 2027, integrando o novo sistema tributário baseado no IVA dual (CBS + IBS).


Impactos para empresas e contadores

  1. Revisão do portfólio tributário Segmentos como supermercados, postos de combustíveis, fabricantes de bebidas e veículos terão que reavaliar margens e preços adaptando-se ao novo custo tributário.

  2. Adequação de sistemas de gestão Os sistemas fiscais e ERPs precisarão classificar corretamente os produtos sujeitos ao IS e calcular tributos de forma automatizada.

  3. Planejamento estratégico e compliance fiscal Contadores terão papel central na identificação de produtos tributáveis e na revisão de contratos de fornecimento—evitando surpresas e garantindo conformidade tributária.

  4. Efeito sobre precificação e competitividade O adicional do IS pode elevar o preço final ao consumidor. Planejar ações promocionais e estratégias de precificação se torna essencial para manter competitividade.


Por que esse tema está em pauta agora?

O Imposto Seletivo vem sendo amplamente comentado porque representa não apenas uma mudança tributária, mas também um instrumento de política pública, que alinha arrecadação à saúde e sustentabilidade ambiental. A definição de produtos tributados, alíquotas e cronogramas gradativos gera debates sobre impactos sociais e econômicos — principalmente em setores com alta circulação de bens de consumo.


Conclusão

O Imposto Seletivo é uma das novidades mais relevantes da reforma tributária e já começa a movimentar discussões no meio contábil e empresarial. Apesar de entrar em vigor apenas em 2027, sua inclusão no sistema tributário exige preparação desde já para ajustes fiscais, operacionais e estratégicos.


Seu cliente já identificou quais produtos podem ser impactados pelo Imposto Seletivo? Um diagnóstico tributário pode evitar transtornos e aumentar a competitividade.

 
 
 

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